INSEMINAÇÃO INTRAUTERINA

Após resultados não satisfatórios com os tratamentos mais simples, como a estimulação da ovulação e o coito programado, a primeira tentativa com Técnica de Reprodução Assistida a ser utilizada é a inseminação intrauterina.

INSEMINAÇÃO INTRAUTERINA Consiste no ajuste ovulatório da mulher (time) e na colocação dos espermatozóides capacitados na cavidade uterina após a postura ovular, facilitando assim a fertilização dos óvulos. Neste procedimento a mulher recebe hormônios indutores do crescimento folicular até que se obtenha acima de 2 folículos com diâmetro médio de 18 milímetros. Completado o desenvolvimento folicular, é realizada uma injeção de hCG para que ocorra a ruptura folicular e liberação dos óvulos. Decorridas 38 a 40 horas, após o hCG, se colocará no interior do útero, acima de 3 milhões de espermatozóides capacitados. Este procedimento não é invasivo e não necessita da utilização de anestésicos. A fertilização ocorrerá no local onde naturalmente ela ocorre, ou seja, nas trompas de falópio (sendo então necessário que as trompas da paciente estejam em perfeitas condições). Com tal procedimento tenta-se facilitar a fertilização colocando próximos espermatozóides e óvulos. Os índices de sucesso estão em torno de 16% por tentativa, sendo que após 4 tentativas seguidas, este índice pode chegar a 42% de sucesso.

A inseminação intrauterina é indicada nos seguintes casos:

  • Casais com esterilidade sem causa aparente (esca).
  • Problemas de muco cervical.
  • Problemas de origem masculina com alterações discretas do espermograma.
  • Problemas de origem imunológico, tanto de origem masculina como feminina.
  • Ausência de espermatozóides (inseminação com sêmen doador).
  • Doenças genéticas no parceiro masculino (inseminação com sêmen doador).
  • Sêmen com volume total abaixo de meio centímetro cúbico.